quinta-feira, 5 de julho de 2007

Todos à audiência pública em SP!

A partir do apoio que os trabalhadores da Flaskô sempre receberam da vereadora Marcela Moreira (de Campinas) entramos em contato com o Deputado Estadual Raul Marcelo (ambos do PSOL) e conseguimos aprovar a convocação de uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa de SP sobre a situação das fábricas ocupadas pelos trabalhadores.
Deverão enviar representantes para compor a mesa, o INSS de SP e o escritório da Presidência da República em SP. Assim, as fábricas ocupadas e todos os apoiadores poderão debater a criminosa intervenção judicial – militar na Cipla e Interfibra e os ataques para o fechamento da Flaskô e ir pra cima dos órgãos e pessoas do governo federal que dão cobertura a esse escândalo contra a classe trabalhadora brasileira e internacional.
Convidamos todos a participar e a confirmar presença com antecedência!

Audiência Pública na Assembléia Legislativa de SP
Sobre a situação das fábricas ocupadas pelos trabalhadores
Dia 20 de julho - 14h
Auditório Franco Montoro

terça-feira, 3 de julho de 2007

Declaração pública da Esquerda Marxista do PT

Organização política-revolucionária envolvida com a luta das fábricas ocupadas faz uma avaliação pública, após intervenção na Cipla e Interfibra e outros acontecimentos.
Clique no título para ler.

Reunião histórica da FRETECO - Frente de Trabalhadores em Empresas Tomadas na Venezuela

Histórica reunião! Seja pela significativa representação, seja pelo teor dos debates, seja pelo internacionalismo proletário em apoio aos trabalhadores das fábricas ocupadas brasileiras.
Clique no título para ler a matéria.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Justiça Federal de Campinas vai mandar a CPFL religar a luz da Flaskô!

Os trabalhadores da Flaskô acabam de receber uma boa notícia: o juiz federal José Mario Barreto Pedrazolli, da Vara de Campinas/SP pode intimar a CPFL a restabelecer o fornecimento de energia elétrica “em face do evidente perigo de lesão” à fábrica, se os trabalhadores apresentarem alguns documentos (que estamos lutando para conseguir).
Sabemos que forças poderosas se agruparam para tentar destruir o movimento das fábricas ocupadas e, portanto, somente com a continuidade e ampliação da nossa luta conseguiremos por um fim à intervenção na Cipla e Interfibra e ainda manter a Flaskô funcionando sob controle operário.
Com certeza irão recorrer da decisão do juiz, mas estaremos mais alertas do que nunca e tentaremos mostrar que a CPFL deve negociar as dívidas com os trabalhadores e não com o interventor da Cipla e Interfibra, até porque o Sr Rainoldo Uessler não tem poderes judiciais para falar em nome da Flaskô.
Para isso, a reunião de logo mais (hoje, 02/07, às 19h) do Comitê pelo Fim da Intervenção nas Fábricas Ocupadas terá grande importância para mantermos a pressão sobre a CPFL e para prepararmos nossa delegação ao ato nacional do dia 04/07 convocado pela CUT em Brasília, onde exigiremos do presidente Lula e do ministro da Previdência Luís Marinho a retirada imediata da intervenção federal contra a Cipla, Interfibra e Flaskô.

A luta das fábricas ocupadas continua e continuará a brilhar!
Venceremos!

Direto da Venezuela, entrevista de Serge Goulart, coordenador do movimento das fábricas ocupadas

É só clicar no título para assistir.

Protesto na embaixada do Brasil na Rússia em apoio às fábricas ocupadas

Aproveitamos a oportunidade de divulgar mais esse ato em embaixadas brasileiras no exterior para agradecer à Corrente Marxista Internacional pelo grande suporte que tem prestado a nós, trabalhadores da Cipla, Interfibra e Flaskô.
Clique no título para ver a matéria.
Trabalhadores de todo mundo, uní-vos!

Interventor se alia à CPFL para fechar a Flaskô

1. A cada dia está mais claro a articulação do capital, de suas organizações como a FIESP e a ABIPLAST, e dos traidores de nossa classe que se venderam ao capital para destruir o movimento das fábricas ocupadas e tentar esmagar a luta dos trabalhadores do campo e da cidade.
2. Desde que o governo federal invadiu a fábrica ocupada Cipla em 31 de maio para demitir a comissão de fábrica e perseguir trabalhadores na fábrica ocupada Flaskô (em Sumaré/SP), os trabalhadores têm se organizado para se defender contra este ataque que busca levar as fábricas ao fechamento. Já no dia 01 de junho realizamos uma grande ato/piquete contra uma possível invasão pela policia federal do governo Lula a serviço dos lacaios do capital. Mantivemos a fábrica funcionando sob o controle democrático dos trabalhadores enquanto organizamos a Campanha "Tirem as Mãos da Cipla" e uma grande delegação para o ato de 13 de julho em Joinville/SC.
3. No dia 20 de julho o interventor, acompanhado de capangas, tenta invadir a Flaskô, demitindo três membros do Conselho de Fábrica e tem como resposta a determinação dos operários que pararam a produção contra os ataques e fizeram o interventor recuar das demissões. No dia 21 tenta novamente invadir a fábrica, mas logo pela manhã, menos de 12 horas depois da primeira investida, os trabalhadores da Flaskô organizaram um grande piquete, que contou com a solidariedade do movimento operário da região e expulsamos o Interventor. Impotente, o interventor por 2 vezes ameaçou o coordenador do Conselho de Fábrica Pedro Santinho, que recebeu ligações com afirmações do tipo: "vou acabar com vocês, vou voltar a Flaskô, se não consigo com a polícia federal, a marinha, a aeronáutica ou consigo de qualquer outro jeito".
4. Diante da determinação dos trabalhadores, que tiravam força do apoio e da solidariedade nacional e internacional da campanha "Tirem as Mãos da Cipla" que a cada dia se ampliava e se amplia, o Interventor decidiu adotar medidas na Cipla para sabotar a produção da Flaskô e levar a fábrica o mais rapidamente ao seu fechamento, suspendendo o sistema integrado de administração que as empresas compartilhavam, suspendendo e bloqueando o sistema de internet e rede, e mais do que isso enviando cartas, e-mails e fazendo contatos telefônicos afirmando aos clientes da Flaskô que os peças que os trabalhadores produziam com seu suor eram roubadas, tentando dissuadi-los de continuar comprado os produtos da Flaskô. Mas a determinação dos trabalhadores de continuar trabalhando ainda ganhava: restabelecemos as operações parcialmente, os sistemas de rede e internet totalmente e já estávamos em contatos e com agendas nos clientes para esclarecer os fatos. E mais do que isso, a cada dia com mais apoio, com a Executiva Nacional da CUT declarando apoio, o Congresso do MST, além de outras centenas de entidades.
5. Diante da determinação dos trabalhadores da Flaskô, que permaneciam dando as cartas e controlando a fábrica, o interventor fez um acordo com a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) - que realizou trabalhos clandestinos na rede de energia da Flaskô e implantou um sistema de corte de energia à distancia, para burlar e impedir a mobilização contra qualquer tentativa de corte ou ameaça. Com isso no dia 27 de junho, às 17h55, realizaram o corte da energia, surpreendendo todos. Mas os trabalhadores responderam prontamente: no dia seguinte realizamos um grande o ato na porta da CPFL e às 13 horas dois membros do Conselho de Fábrica da Flaskô foram recebido pela Diretoria da CPFL e escutaram a condição para o religamento: que os trabalhadores aceitem o Interventor!
Está mais claro do que nunca: diante da impotência de vencer os trabalhadores, o Interventor mostrou claramente ao que veio: fechar as fábricas ocupadas, acabar com o movimento das fábricas ocupadas. E se aliou com a empresa privada CPFL, privatizada pelo governo de direita do PSDB, e que mais do que isso recebeu a menos de um mês mais de 270 milhões de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Dinheiro do governo Lula, dinheiro público para financiar o fechamento de fábrica. Já é hora de discutir a reestatização do sistema de energia! Pois não podemos acreditar no dito "caráter social" da CPFL e seus falsos centros culturais.
6. Os trabalhadores da Flaskô se mantêm organizados, unidos e sabem que estão para ser atacados a qualquer momento. Mas sabemos que também que não há força que resista à unidade, à determinação da classe operária, "blindada" com a solidariedade nacional e internacional. Venceremos!
Por isso decidimos:
a) Não aceitamos nenhum interventor na Flaskô. A Flaskô é dos trabalhadores! Fim da Intervenção na Cipla e na Interfibra!
b) Ampliar a campanha internacional dirigida ao presidente Lula e ao Ministro Luis Marinho para que retirem o pedido de intervenção nas Fábricas Ocupadas.
c) Ampliar os esforços com o objetivo de retomar a produção na Flaskô, adotando todas as medidas cabíveis. Não fecharão a Flaskô! Apelamos a todos o movimento operário: ajudem-nos a retomar a produção!
d) Dirigir um pedido direto a Artur Henrique, eletricitário e presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao Sindicato os Eletricitários do Estado de São Paulo para que ajudem a ampliar a campanha de denúncia contra a CPFL.
e) Decidimos nos somar ao Ato de Ocupação do Congresso Nacional nesse dia 4 de julho, organizado pela CUT contra a Emenda 3 e o PLP-01, apresentando pedido de apoio à exigência pela fim da intervenção nas fábricas ocupadas.
f) Ampliar a solidariedade e a luta contra o fechamento de fábricas, pelo controle operário, no Brasil e no Mundo. Fábrica quebrada é fábrica ocupada! Fábrica Ocupada deve ser estatizada! Sob esta bandeira nos somamos à preparação do II Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas pelos Trabalhadores, em outubro de 2007 em Caracas na Venezuela.

Coordenação do Conselho de Fábrica da Flaskô, após assembléia dos trabalhadores realizada em 29 de junho de 2007.