quinta-feira, 28 de junho de 2007

CPFL: re-ligue já a luz da Flaskô!


Durante uma semana a CPFL realizou trabalhos clandestinos para implantar um sistema tecnológico para cortar a energia diretamente da central, como último recurso para impedir a mobilização dos trabalhadores contra este tipo de ataque. Assim, ontem (27/06), às 17h55, realizaram o corte, numa clara tentativa de fechar a fábrica ocupada pelos trabalhadores.
Os trabalhadores decidiram utilizar todas as armas possíveis para reverterem este ataque que ameaça diretamente os postos de trabalho. E estão organizando uma mobilização ainda durante o dia de hoje (28/06).
Para ajudar nesta batalha convidamos todos os apoiadores a enviarem moções, carta de apoio à presidência da CPFL, ao Ministério de Minas e Energia e ao governo federal. (modelos e contatos abaixo).
Os trabalhadores não aceitarão que a CPFL, uma das maiores empresas privatizadas, com os maiores lucros do Brasil, que acaba de receber R$ 278 milhões de dinheiro público do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) faça um dos maiores ataques que a fábrica ocupada Flaskô sofreu.
Durante os 4 anos de ocupação os trabalhadores sempre pagaram todos os meses as contas de energia. Mais do que isso os trabalhadores durante os últimos 3 anos pagaram mais de 300 mil reais de dívidas deixadas pelos antigos patrões.
Mas ainda restam as contas atuais que pretendemos pagar como sempre, de um jeito que não coloque em risco o funcionamento da Flaskô. Por falar nisso, o corte repentino de energia desligou de maneira incorreta o maquinário, que pode acabar quebrando, trazendo um prejuízo superior aos trabalhadores. Além disso, o corte também interrompe a bomba que abastece gratuitamente de água potável centenas de famílias que moram na região.

Cadê a responsabilidade social da CPFL?
Re-liguem a luz dos trabalhadores da Flaskô, já!
Queremos trabalhar em paz!

Modelo de Moção:
Senhores responsáveis pelo corte de energia elétrica da Flaskô, fábrica sob controle dos trabalhadores,
solicitamos que o fornecimento seja religado imediatamente para que a produção seja retomada e mais de 90 empregos sejam mantidos e também para voltar a oferecer água potável gratuitamente para centenas de famílias que moram na região.

Gerência da CPFL - Campinas
A/C Carlos Alcântara
guerreiro@cpfl.com.br
(19) 3756-6948
(19) 9206-4561

Depto Comercial da CPFL – Campinas
A/C Airton Rosek

arosek@cpfl.com.br

Presidência da República
A/C presidente Luís Inácio Lula da Silva

protocolo@planalto.gov.br

Ministério de Minas e Energia
A/C ministro Silas Rondeau
Esplanada dos Ministérios Bloco "U" CEP:70.065-900 Fone:(61)3319-5555 Brasília-DF

terça-feira, 26 de junho de 2007

Reunião do Comitê SP pelo Fim da Intervenção nas Fábricas Ocupadas

Para que nossa luta seja vitoriosa precisamos arrecadar fundos para arcar com despesas de viagens. Nossos representantes já foram a Brasília para abrir negociações, também já fomos em caravana à Joinville/SC, levando companheiros de SP, Campinas e região e temos que voltar à Brasília para realizarmos um grande ato em 05 de julho de 2007, pois nesse dia está marcada uma nova rodada de negociações com representantes do governo federal.
Por isso, contamos com a participação e a colaboração financeira de todos, contra o golpe reacionário nas fábricas ocupadas pelos trabalhadores!
Realizaremos uma reunião na Flaskô, próxima segunda-feira, dia 02 de julho, às 19h (Rua 26, 300. Pque Bandeirantes – Sumaré/SP) para organizarmos coletivamente essa luta que é de todos!

Contatos:
Pedro Santinho, do Conselho de Fábrica: (19) 8102-6228.
pedro.santinho@uol.com.br
Fernando Martins, do Conselho de Fábrica: (19) 8164-1971.
mobilizacaoflasko@yahoo.com.br
Rafael Prata, Assessoria de Comunicação (19) 9723-4695. chavetetra@yahoo.com.br

Ameaças e tentativas de sabotagens contra a Flaskô

O interventor da Cipla e Interfibra, Rainoldo Uessler telefonou à meia-noite ao membro do Conselho de Fábrica da Flaskô, Pedro Alem Santinho, no dia 21/06, gritando e ameaçando:

“Se eu não conseguir a Polícia Federal, eu consigo o Exército, a Marinha, eu acabo com vocês!” “Cuidado ao andar na rua!”

As ameaças não irão paralisar nossa luta, mas é preciso cuidado porque o intuito da intervenção é estabelecer um regime de terror nas fábricas, como acontece atualmente na Cipla, onde seguranças armados vigiam os trabalhadores.
Mais do que ameaçar, ele também tenta sabotar o funcionamento da Flaskô. Através de procedimentos administrativos conjuntos que existiam entre a Flaskô e a Cipla, o interventor atrapalha nossas operações e já ligou para vários clientes e fornecedores para tentar suspender compras, entregas e vendas, além de espalhar calúnias e mentiras.
Também estamos sofrendo pressão da CPFL, que não aceitou nossa proposta de acordo para o pagamento de contas de luz atrasadas, fechou negociações conosco e ameaça cortar o fornecimento a qualquer momento. Por isso, os trabalhadores da Flaskô convocam uma reunião com todos os apoiadores para darmos juntos os próximos passos na luta pelo fim da intervenção.

Congresso do MST e a CUT aprovam moção de apoio ao movimento das fábricas ocupadas

“Nós participantes do 5° Congresso Nacional do MST, em mais de 17 mil delegados reunidos em Brasília, de 11 a 15 de junho, vimos repudiar a ação da Polícia Federal a mando do governo federal, que no dia 31 de maio de 2007, em ação violenta expulsou o Conselho de Administração das fábricas da CIPLA e INTERFIBRAS, que era composto por 43 membros que juntos recebiam R$ 70.000,00 por mês, e autoritariamente nomeou um interventor com salário de R$ 87.000,00 mensais.
As fábricas citadas foram ocupadas pelos trabalhadores há cinco anos, quando os antigos proprietários estavam em vias de demitir os mil trabalhadores e se declararam em falência. No período da administração dos trabalhadores houve a recuperação e o aumento da produção, além do pagamento dos salários e seus reflexos em atraso há mais de um ano. Outro fato importante foi a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, sem redução de salário e criando novos postos de trabalho.
Nesse sentido, repudiamos a ação da Polícia Federal, que trouxe de volta as práticas autoritárias e repressivas relembrando a ditadura militar. Exigimos a imediata devolução das fábricas ao controle dos trabalhadores, e que se dê todo apoio e crédito para que as fábricas continuem funcionando”.
Delegados do 5° Congresso Nacional do MST
Brasília, 11 de junho de 2007.

Moção da CUT
“A Executiva Nacional da CUT - Central Única dos Trabalhadores, declara apoio à estratégia de luta dos companheiros das Fábricas Ocupadas – Cipla – Interfibra – Flaskô e Flakepet - fábricas que estão sob o controle dos trabalhadores, mas que sofreram intervenção imposta pela Justiça Federal no último dia 20.
Informamos que a CUT fez gestões sobre o caso a ministros do governo Lula, para que não haja nenhum tipo de truculência e que se busque uma linha de negociação que garanta os direitos dos trabalhadores”.
São Paulo, 21 de junho de 2007.

sábado, 23 de junho de 2007

Interventor judicial da Cipla extrapola poderes

O interventor judicial da Cipla, Rainoldo Uessler, nomeado pelo juiz federal Oziel Francisco de Souza, da Justiça Federal de Joinville, será processado nas próximas oras por abuso de poder, pelos trabalhadores da empresa Flaskô Industrial Ltda., de Sumaré-SP.
No dia 20 de passado ele tentou investir seus poderes na empresa de São Paulo, de onde foi expulso pelos trabalhadores.
No dia de ontem ordenou que o sistema operacional da empresa fosse desligado, já que opera em conjunto com a Cipla, ao mesmo tempo em que passou a comunicar-se com os clientes da Flaskô, orientando para que todos os pedidos fossem cancelados.
O advogado Francisco Lessa, do Movimento das Fábricas ocupadas, alerta que os atos do interventor só podem ter resultados em face da Cipla, por ora, já que a intervenção foi decretada em processo da INSS conta esta última, e que o interventor não tem poderes para operar em qualquer outra empresa.
Disse ainda o advogado Francisco Lessa que a responsabilidade, nesse caso, não é apenas do interventor, mas do juiz que decretou a intervenção, pois tem permitido que o mesmo pratique todo tipo de arbitrariedades, desde a perseguição de trabalhadores até a prática de mais de quatro dezenas de demissões por justa causa, sem sequer citar qual o motivo da despedida.
Se o juiz federal Oziel Francisco de Souza não fizer cessar de imediato as atitudes ilegais do interventor, na próxima semana será representado na corregedoria da Justiça Federal, por acobertamento de atos ilegais de sua representação, afirma o advogado Francisco Lessa.

Contatos:
Chico Lessa (47) 9971.1773 (47) 3433.1231 -
chicolessa@terra.com.br
Antônio Hélio (47) 9608-0019 - ahpereira@terra.com.br

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Trabalhadores da Flaskô resistem contra a intervenção

O interventor da Cipla – Interfibra, Rainoldo Uessler (foto) e os comparsas Camilo Piazzeira Neto (procurador das fábricas), junto com um representante da Dhromus (empresa de auditoria) e mais um capanga tentaram assumir o controle da Flaskô, no lugar dos próprios trabalhadores.
No dia 20/06, essa comitiva de interventores visitou a empresa e anunciou a demissão do coordenador-geral do Conselho de Fábrica, Pedro Alem Santinho e outros dois representantes dos trabalhadores, Joaquim Amaro e Fernando Gomes Martins, munida com a decisão judicial de intervenção nas fábricas ocupadas.
Em assembléia no dia anterior, os trabalhadores haviam decidido que não aceitariam nenhuma demissão e, portanto, em resposta, pararam as máquinas durante toda a quarta-feira. No começo da noite, pressionado, o interventor foi embora, mas ameaçou trazer a Polícia Federal para assumir a posse da Flaskô, da mesma maneira que fez na Cipla e na Interfibra.
Por isso, um piquete foi convocado para o dia 21/06, que contou com a presença de diversos apoiadores do movimento. Participaram do ato: a Esquerda Marxista do PT, o Sindicato dos Químicos de Campinas, Osasco e Vinhedo, Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, Sindicato dos Sapateiros de Franca, Sindicato dos Pesquisadores, trabalhadores demitidos da Cipla, trabalhadores da Ellen Metal (Caieiras), Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP), assessor do Dep Fed Zaratini (PT), vereadora Marcela Moreira (PSOL – Campinas), Corrente O Trabalho do PT, Partido Comunista do Brasil (PCB - Campinas), uma comissão de moradores da Vila Operária e Popular, Movimento Negro Socialista, Juventude Revolução e um grupo de professores de SP.
Mais uma vez, a mesma comitiva de interventores apareceu para entrar na unidade, mas sem a presença da polícia, foi recebida com palavras-de-ordem e com a determinação dos trabalhadores em manter a fábrica sob controle operário.
Assim, os interventores foram convidados a se retirar e, após uma assembléia geral, os trabalhadores da Flaskô retomaram a produção. O movimento das fábricas ocupadas pelos trabalhadores exige do presidente Lula e do ministro da Previdência, Luís Marinho, a retirada da intervenção na Cipla-Interfibra, pois o recente ataque policial - judicial se baseia numa ação movida pelo INSS, órgão público federal. Pedem também a re-integração dos demitidos e o direito ao pleno funcionamento do Conselho de Fábrica eleito pelos trabalhadores.
Além disso, a assembléia da Flaskô pede o apoio nacional e internacional da classe trabalhadora para “blindar” a empresa contra a intervenção, que pretende fechar as fábricas recuperadas e derrotar esse exemplo histórico de luta por uma sociedade sem explorados e exploradores.

Abaixo, segue carta do Conselho de Fábrica da Flaskô:

Aos trabalhadores de todo o mundo,

Os trabalhadores da Flaskô declaram aos trabalhadores de todo o mundo e suas organizações:
1- Não aceitaremos nenhuma intervenção judicial com o objetivo de fechar a Flaskô ou transformá-la em uma cooperativa, demitindo os trabalhadores e acabando com os direitos, como esta sendo feito na Profiplast em Joinville e com ajuda do aparato militar querem fazer na Cipla e na Intefibra.
2- Ocupamos a fábrica há mais de 4 anos e temos com nosso suor e o apoio do movimento operário, democrático e popular de todo o mundo conseguido manter a fábrica aberta. Sempre afirmamos e para isso fizemos 4 Caravanas a Brasília para reivindicar que o Presidente Lula cumpra sua promessa e salvar os empregos nas fábricas ocupadas. E mais do que isso o BRDE/BADESC e BNDES após estudo propõem que o governo assumisse as fábricas. Mas o governo Lula se cala diante de tudo, mais do que isso o Ministro Luis Marinho, ex-presidente da CUT mantém a decisão do INSS de intervir na Cipla.
3- Sabemos que as fábricas ocupadas são a prova viva que os trabalhadores não precisam de parasitas destruindo e pilhando a sociedade, como é prova a lista pública dos milhos de devedores do INSS entre eles o Banco Itaú, o Unibanco e a Vale do Rio Doce. Por isso as declarações do Presidente da FIESP e da ABIPLAST (patronal dos plásticos) contra as fábricas ocupadas e o acordo de cooperação econômica com o governo da Venezuela.
Por tudo isso, afirmamos:
- Manteremos a Flaskô sob o controle democrático dos trabalhadores. Com nosso conselho de fábrica eleitos pelos trabalhadores para dirigir a fábrica e a luta pelos empregos e pelos direitos.
- Não aceitaremos a intervenção!
- Não aceitaremos nenhuma demissão! Nenhum ataque a qualquer dos trabalhadores!
- Um ataque a um é um ataque a todos!
- Retomaremos a produção sob o controle dos trabalhadores e a manteremos!
Por fim, diante da ameaça iminente de qualquer ataque convidamos todos os trabalhadores, suas organizações para virem a Flaskô. Manteremos uma vigília permanente.
Conselho de Fábrica da Flaskô
(19) 9233-1391
pedro.santinho@uol.com.br

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A todo movimento operário, sindical, estudantil, popular e organizações políticas que apóiam a luta dos trabalhadores das fábricas ocupadas,

o interventor da Cipla - Interfibra, Rainoldo Uessler, acaba de visitar a Flaskô em Sumaré e de se reunir com o coordenador geral do Conselho de Fábrica, Pedro Alem Santinho, demitindo-o.
Assim que souberam da decisão, os trabalhadores da produção pararam as máquinas e avisam que só voltarão a produzir se o camarada puder exercer plenamente suas funções.
Frente a paralisação, o interventor realmente mostrou a que veio, pois disse que não queria a presença na empresa dos camaradas Fernando, Amaro (membros do Conselho de Fábrica) e Rafael Prata (assessor de imprensa).
A vereadora Marcela Moreira (PSOL - Campinas) compareceu à fábrica para prestar solidariedade e o interventor (com toda arrogância e cercado de uns comparsas, como Piazeira e Miltão) tentou intimidar a camarada, que respondeu à altura. "Eu vim visitar os trabalhadores e não você".
Amanhã, dia 21 de junho de 2007, às 7h, na portaria da Flaskô, haverá ato contra a intervenção e por nenhuma demissão. Pelo controle operário e manutenção de todos os empregos.
O clima é tenso e a qualquer momento, a conexão com a internet poderá cair.